É já esta 6ª feira pelas 19H a Festa do Pijaminha na biblioteca da escola. Os protagonistas são as crianças da Escola 1º ciclo da Condes da Lousã, vão ouvir contos e histórias contadas pelos adultos, uma forma de promover nas crianças o gosto pela leitura. Participe!
Bem-vindo ao Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Dr. Azevedo Neves! O CNO encontra-se em funcionamento desde Junho de 2008. Destina-se a todos os adultos que não possuam o 12º ano de escolaridade e pretendam obter uma qualificação escolar e/ou profissional.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Formação em Geriatria
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GERIATRIA
Ainda estão abertas as inscrições para o curso de Geriatria.
OBJECTIVOS GERAIS: Pretende-se com esta formação transmitir os conhecimentos essenciais para saber tratar bem as pessoas de idade mais avançada, atendendo às suas necessidades específicas, formando profissionais da área da geriatria, Agentes de Geriatria (Auxiliares de Ação Direta) e público em geral que pretende vir a trabalhar nesta área.
SÍNTESE PROGRAMÁTICA : A velhice - Ciclo vital, velhice e tarefas do desenvolvimento psicológico. Saúde e fisiopatologia do idoso - prevenção de problemas e promoção da saúde. Técnicas manuais de recuperação. Deontologia e ética profissional, princípios fundamentais. Animação - conceitos, princípios e técnicas. Comunicação: análise transaccional. Psicologia da saúde. O idoso e as instituições de acolhimento. Saúde mental na 3ª idade. Higiene da pessoa idosa no domicílio. Emergência médica. Técnicas de relaxamento – massagem e reflexologia. A dieta do idoso. Alimentação em lares e centros de dia. Nutrição e dietética no domicílio – Nutrição ortomolecular. A postura e a ergonomia do profissional. Higiene e segurança dos estabelecimentos. As empresas de serviços de geriatria. Estágio facultativo.
HORÁRIO E LOCAL: A formação inicia-se a 13 de Abril de 2012, das 19h às 22h30 e funcionará às 3ªs e 6ªs feiras, no pólo do IPN, em LISBOA. Edifício Folque Rua Filipe Folque, nº 40 – Piso 2 1050-114 Lisboa
Telefone: 213 161 021 Fax: 213 161 021 Email:lisboa@ipnaturologia.com
O horário da secretaria é de terça à sexta das 16h às 21h e sábados das 10h às 16.30h.
DURAÇÃO: 5 meses, 260 Horas lectivas e não lectivas.
Ainda estão abertas as inscrições para o curso de Geriatria.
OBJECTIVOS GERAIS: Pretende-se com esta formação transmitir os conhecimentos essenciais para saber tratar bem as pessoas de idade mais avançada, atendendo às suas necessidades específicas, formando profissionais da área da geriatria, Agentes de Geriatria (Auxiliares de Ação Direta) e público em geral que pretende vir a trabalhar nesta área.
SÍNTESE PROGRAMÁTICA : A velhice - Ciclo vital, velhice e tarefas do desenvolvimento psicológico. Saúde e fisiopatologia do idoso - prevenção de problemas e promoção da saúde. Técnicas manuais de recuperação. Deontologia e ética profissional, princípios fundamentais. Animação - conceitos, princípios e técnicas. Comunicação: análise transaccional. Psicologia da saúde. O idoso e as instituições de acolhimento. Saúde mental na 3ª idade. Higiene da pessoa idosa no domicílio. Emergência médica. Técnicas de relaxamento – massagem e reflexologia. A dieta do idoso. Alimentação em lares e centros de dia. Nutrição e dietética no domicílio – Nutrição ortomolecular. A postura e a ergonomia do profissional. Higiene e segurança dos estabelecimentos. As empresas de serviços de geriatria. Estágio facultativo.
HORÁRIO E LOCAL: A formação inicia-se a 13 de Abril de 2012, das 19h às 22h30 e funcionará às 3ªs e 6ªs feiras, no pólo do IPN, em LISBOA. Edifício Folque Rua Filipe Folque, nº 40 – Piso 2 1050-114 Lisboa
Telefone: 213 161 021 Fax: 213 161 021 Email:lisboa@ipnaturologia.com
O horário da secretaria é de terça à sexta das 16h às 21h e sábados das 10h às 16.30h.
DURAÇÃO: 5 meses, 260 Horas lectivas e não lectivas.
1ª Feira de Empreendedorismo
É já neste sábado, 14 de Abril, que se vai realizar a 1ª Feira de Empreendedorismo da nossa Escola.
Ao longo do dia irão decorrer várias actividades, animação, música, a venda de produtos artesanais, às 10:30h a cerimónia de entrega dos certificados e diplomas dos candidatos do CNO e às 16:30H a apresentação do CNO. Consulte o programa em anexo para conhecer todas as actividades.
Participe e compareça com amigos e/ou familiares.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Nova funcionalidade do blogue
O "Clube de Emprego" foi implementado no blogue em 2011, todavia devido
à dificuldade, de alguns candidatos, na pesquisa de emprego, o Clube agora
encontra-se fixo na barra lateral direita, onde pode consultar alguns dos
principais motores de busca de emprego. Espero que seja útil!
quinta-feira, 29 de março de 2012
Páscoa_2012

Páscoa é recomeço, é renascimento. Uma nova oportunidade para melhorarmos enquanto pessoas, aceitarmos as nossas diferenças e as dos outros, para sermos mais felizes por vermos que, hoje, somos um pouco melhores que ontem.
Como o blogue do CNO é multicultural, sendo seguido por leitores de várias partes do mundo, aqui fica a mensagem de Boa Páscoa nas diferentes línguas:
Happy Easter!
Felices Pascuas!
Buona Pasqua!
Joyeuses Pâques!
Glad Påsk!
Frohe Ostern!
Beannachtaí na Cásca
Καλό Πάσχα!
Христос воскрес!
复活节快乐
Exposição Fernando Pessoa
Sob a temática "Plural como o Universo", a exposição de Fernando Pessoa e Heterónimos, permitiu-nos conhecer um pouco mais a obra e personalidade complexa do autor.












Uma curiosidade acerca de Fernando Pessoa, Ofélia Queirós foi o seu único amor, à qual escrevia com frequência, como é demonstrativo nesta quadra:
O meu amor já não me quer
Já me esquece e me desama
Tão pouco tempo a mulher
Leva a prova que não ama
De personalidade extremamente reservada. Falava muito pouco da sua vida íntima; não tinha sequer o que se chama um amigo íntimo, há uma carta em que diz a Ofélia:«Não há quem saiba se eu gosto de ti ou não, porque eu não fiz de ninguém confidente sobre o assunto.»
Com quem ele se dava muito na altura, na casa de quem ia até jantar uma vez por semana, era o Lobo d´Ávila, que vivia na Praça do Rio de Janeiro, hoje Príncipe Real. De resto, eram só amigos do café.
Há várias frases de Fernando, que demonstram bem como ele era reservado. «Sinto preciso ocultar o meu íntimo aos olhares» e «Não quero que ninguém saiba o que sinto.»
O namoro entre Fernando e Ofélia durou assim até Novembro de 1920. A sua última carta data de 29 desse mês. Aos poucos, ele foi-se afastando, até que se deixaram de ver completamente.












Uma curiosidade acerca de Fernando Pessoa, Ofélia Queirós foi o seu único amor, à qual escrevia com frequência, como é demonstrativo nesta quadra:
O meu amor já não me quer
Já me esquece e me desama
Tão pouco tempo a mulher
Leva a prova que não ama
De personalidade extremamente reservada. Falava muito pouco da sua vida íntima; não tinha sequer o que se chama um amigo íntimo, há uma carta em que diz a Ofélia:«Não há quem saiba se eu gosto de ti ou não, porque eu não fiz de ninguém confidente sobre o assunto.»
Com quem ele se dava muito na altura, na casa de quem ia até jantar uma vez por semana, era o Lobo d´Ávila, que vivia na Praça do Rio de Janeiro, hoje Príncipe Real. De resto, eram só amigos do café.
Há várias frases de Fernando, que demonstram bem como ele era reservado. «Sinto preciso ocultar o meu íntimo aos olhares» e «Não quero que ninguém saiba o que sinto.»
O namoro entre Fernando e Ofélia durou assim até Novembro de 1920. A sua última carta data de 29 desse mês. Aos poucos, ele foi-se afastando, até que se deixaram de ver completamente.
sexta-feira, 23 de março de 2012
22 de Março - Sessão Ler+
Ontem foi noite de tertúlia dedicada a Fernando Pessoa e seus heterónimos, uma noite com sala cheia e animada ao som da música e poesias dos alunos de competências básicas. Contámos ainda com a presença da Drª Maria José Maia, que recitou poemas de Alberto Caeiro.
O formando, João Loureiro presentou o CNO com um belíssimo quadro de Fernando Pessoa pintado a óleo.
Foram lidas poesias de Alberto Caiero, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Fernando Pessoa.
Em breve apresentaremos algumas fotografias dessa noite. Para já, deixo-vos uma pequena mostra das poesias de Fernando Pessoa.
Ricardo Reis
Para ser grande, sê inteiro...
Para ser grande, Sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a Lua toda
Brilha, porque alta vive.
Fernando Pessoa
Sei que nunca terei o que procuro
Sei que nunca terei o que procuro
E que nem sei buscar o que desejo,
Mas busco, insciente, no silêncio escuro
E pasmo do que sei que não almejo.
Sorriso audível das folhas
Fernando Pessoa
Sorriso audível das folhas
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.
Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.
Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou
E estamos os dois falando
O que se não conversou
Isto acaba ou começou?
SEGUE O TEU DESTINO
Fernando Pessoa
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dora nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
O INFANTE
Fernando Pessoa
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te portuguez..
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
MAR PORTUGUÊS
Fernando Pessoa
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
SAUDADE DADA
Fernando Pessoa
Em horas inda louras, lindas
Clorindas e Helindas, brandas,
Brincam no tempo das berlindas,
As vindas vendo das varandas.
De onde ouvem vir a rir as vindas
Fitam a fio as frias bandas.
Mas em torno à tarde se entorna
A atordoar o ar que arde
Que a eterna tarde já não torna!
E em tom de atoarda todo o alarde
Do adornado ardor transtorna
No ar de torpor da tarda tarde.
E há nevoentos desencantos
Dos encantos dos pensamentos
Nos santos lentos dos recantos
Dos bentos cantos dos conventos...
Prantos de intentos, lentos, tantos
Que encantam os atentos ventos.
ALBERTO CAEIRO
Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
ALBERTO CAEIRO
Leve, leve, muito leve,
Um vento muito leve passa,
E vai-se, sempre muito leve.
E eu não sei o que penso
Nem procuro sabê-lo.
ALBERTO CAEIRO
Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas a borboleta
E a flor é apenas flor.
ALBERTO CAEIRO
Passou a diligência pela estrada, e foi-se;
E a estrada não ficou mais bela, nem sequer mais feia.
Assim é a acção humana pelo mundo fora.
Nada tiramos e nada pomos; passamos e esquecemos;
E o sol é sempre pontual todos os dias.
O formando, João Loureiro presentou o CNO com um belíssimo quadro de Fernando Pessoa pintado a óleo.
Foram lidas poesias de Alberto Caiero, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Fernando Pessoa.
Em breve apresentaremos algumas fotografias dessa noite. Para já, deixo-vos uma pequena mostra das poesias de Fernando Pessoa.
Ricardo Reis
Para ser grande, sê inteiro...
Para ser grande, Sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a Lua toda
Brilha, porque alta vive.
Fernando Pessoa
Sei que nunca terei o que procuro
Sei que nunca terei o que procuro
E que nem sei buscar o que desejo,
Mas busco, insciente, no silêncio escuro
E pasmo do que sei que não almejo.
Sorriso audível das folhas
Fernando Pessoa
Sorriso audível das folhas
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.
Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.
Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou
E estamos os dois falando
O que se não conversou
Isto acaba ou começou?
SEGUE O TEU DESTINO
Fernando Pessoa
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dora nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
O INFANTE
Fernando Pessoa
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te portuguez..
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
MAR PORTUGUÊS
Fernando Pessoa
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
SAUDADE DADA
Fernando Pessoa
Em horas inda louras, lindas
Clorindas e Helindas, brandas,
Brincam no tempo das berlindas,
As vindas vendo das varandas.
De onde ouvem vir a rir as vindas
Fitam a fio as frias bandas.
Mas em torno à tarde se entorna
A atordoar o ar que arde
Que a eterna tarde já não torna!
E em tom de atoarda todo o alarde
Do adornado ardor transtorna
No ar de torpor da tarda tarde.
E há nevoentos desencantos
Dos encantos dos pensamentos
Nos santos lentos dos recantos
Dos bentos cantos dos conventos...
Prantos de intentos, lentos, tantos
Que encantam os atentos ventos.
ALBERTO CAEIRO
Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
ALBERTO CAEIRO
Leve, leve, muito leve,
Um vento muito leve passa,
E vai-se, sempre muito leve.
E eu não sei o que penso
Nem procuro sabê-lo.
ALBERTO CAEIRO
Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas a borboleta
E a flor é apenas flor.
ALBERTO CAEIRO
Passou a diligência pela estrada, e foi-se;
E a estrada não ficou mais bela, nem sequer mais feia.
Assim é a acção humana pelo mundo fora.
Nada tiramos e nada pomos; passamos e esquecemos;
E o sol é sempre pontual todos os dias.
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